segunda-feira, 14 de maio de 2012

Seminário Institucional - PIBID UFRGS

O Seminário Institucional do PIBID UFRGS promoveu um grande momento para os professores em formação bolsistas do PIBID, professores supervisores das escolas e professores coordenadores dos PIBIDs de cada área do conhecimento, na última sexta-feira.

Dividido em dois turnos, o seminário proporcionou uma palestra com a Profª Sandra M. Corazza e uma apresentação sobre a Nova Proposta Curricular para o Ensino Médio, promovida pela Secretaria da Educação do RS (ver programação ao lado).

O período da tarde foi marcado por uma dinâmica em que o grande grupo dos participantes dividiu-se em Grupos de Trabalho. Os GTs ficaram encarregados de discutir "as práticas pedagógicas do PIBID UFRGS como programa de formação docente", "as propostas curriculares da SEDUC/RS como política de gestão educacional" e "as práticas cotidianas na escola". Cada GT, então, produziu um material que sintetizasse os caminhos que suas discussões tomaram e apresentaram-no ao grande grupo novamente.








Um dos slides produzidos por um GT, apresentando práticas pedagógicas elaboradas e aplicadas pelos bolsistas dos PIBIDs Pedagogia, Geografia, Português, Sociologia e Física.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Trabalhando Geografismos...

Inspirados pelo texto "Pelo fim do Nordestino", escrito pelo jornalista alagoano (não só nordestino) Marcelo Cabral (clique para ver o texto, elaboramos uma atividade para trabalhar Geografismos!
Visamos desomogeneizar, focar na heterogeneidade das regiões, complementando e dando continuidade à atividade aplicada anteriormente às sétimas e oitavas séries, sobre Regionalização da América (ver atividade).   

Começamos a atividade com um exercício em que os alunos deveriam escrever as primeiras 3 palavras que lhes viessem na cabeça, acerca de um determinado lugar/região. Depois identificamos, escrevendo no quadro, as semelhanças nas suas respostas.
Exemplo: Rio de Janeiro - palavras mais lembradas: Praia, favela, carnaval, funk. Exemplo 2: Região Nordeste - palavras mais lembradas: Sol, seca, Bahia. Mostramos as semelhanças entre as respostas e refletimos sobre como formamos os pensamentos sobre algum lugar (mídia, escola, etc.).

Após, mais 3 perguntas para identificar como um norte-americano pensa o Brasil, como nós vemos o Brasil e como nós gostaríamos que vissem nosso país, em 3 palavras, novamente. Identificamos que, para nossos alunos, o país tem uma imagem negativa lá fora e nós gostaríamos de ser vistos como um país desenvolvido, com a nossa cultura valorizada. Porém, tivemos dificuldade para definir o Brasil em 3 palavras. Pensamos na facilidade que foi definir lugares que não conhecemos muito bem, a partir de pensamentos superficiais sobre estes.


Partindo para o final da atividade, distribuímos 16 personagens (foto) para cada grupo formado. Deveriam agrupar, de acordo com uma característica física, para notarem que um grupo, sob análise de somente 1 critério, seria muito heterogêneo. Assim, quanto mais subgrupos fossem formados, menor e mais homogêneos ficariam. Paralelamente a este exercício, relacionamos as diferenças físicas dos personagens com diferenças culturais, por exemplo, entre os países latino-americanos, ou estados do nordeste, construindo noções de heterogeneidade das regiões, desconstruindo Geografismos, estereótipos regionais, os quais, segundo Yves Lacoste, impedem de se estender os múltiplos conjuntos espaciais nos quais estamos inseridos com nossas respectivas "regiões".

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Livro do PIBID Geografia, Ciências Sociais e História


Para download do livro
 Iniciação à Docência em Ciências Sociais, Geografia e História: (Re)inventando saberes e fazeres, 
clique aqui!

Fonte: Site do PIBID UFRGS - www.ufrgs.br/pibid

terça-feira, 24 de abril de 2012

Atividade "Mas por que Estados Unidos e Canadá?!"

"Mas por que Estados Unidos e Canadá?!" - Pergunta feita por um aluno, quando um colega lhe disse quais países formavam a América Anglo-saxônica. A resposta foi: "Porque a América Latina é do México para baixo!" . Este rico diálogo que presenciamos em uma observação de aula nos motivou a elaborar uma atividade que trabalhasse a regionalização da América em América Latina e América Anglo-saxônica. Não queríamos que decorassem os países que formam estas regiões, e sim que compreendessem o que levou a esta regionalização.

Para sua elaboração, nos baseamos no texto O Caminho da Regionalização - O espaço com novos (re)encantos (CASTROGIOVANNI A.C.; Ensino de Geografia: Caminhos e Encantos, 2007), com adaptações ao conteúdo trabalhado e a realidade das turmas de 7ª e 8ª séries da Escola Padre Balduíno Rambo. Elaboramos, ainda, um segundo momento à dinâmica, em que os alunos representam países da América. Alunos-países com suas características, seu tamanho, sua cultura, sua economia e seus interesses, colocados em subespaços; as regiões.

Valorizamos as opiniões e conhecimentos prévios dos alunos acerca do conceito de regionalização. Estimulamos a participação e autoria de tudo o que foi produzido ao longo da atividade. Houve um momento em que fomos surpreendidos com a intencionalidade de uma aluna, algo presente em todo o processo de regionalização. Destacamos o problema da homogeneização no processo.

Reconstruímos a colonização que os países do continente sofreram e como isto se expressa em alguns dados sócio-econômicos atuais que disponibilizamos. Assim construímos a regionalização da América, em Anglo-saxônica e Latina. 

Para ler a descrição completa da atividade, clique aqui.

Descrição da Atividade: "Mas por que Estados Unidos e Canadá?!"

Visamos construir as noções que envolvem o conceito de região e assim discutirmos esta regionalização cultural da América em Anglo-saxônica e Latina. Problematizar a regionalização devido às homogeneizações que causa.

Começamos avaliando o quanto os alunos sabiam sobre o conceito de Regionalização. O que é uma região? O que é regionalizar? Que regiões vocês conhecem? Palavras-chave no quadro, valorizando suas opiniões, seus conhecimentos prévios, estimulando a participação na atividade.

Criamos uma fronteira, dividindo a sala em duas "partes" com um barbante. Que critérios usamos para dividir a sala desta forma? Depois dividimos os alunos com critérios objetivos: gremistas em uma região, colorados em outra. Depois por idade. Em seguida, alguns critérios subjetivos. Aqueles que estão com tênis mais claros, em uma região; tênis mais escuros em outra. Neste momento, uma aluna afirma estar com o tênis sujo, então deveria ficar na mesma região que a melhor amiga, que calçava tênis preto. Puro interesse! Expressou a tendenciosidade que acompanha todo o processo de regionalização. Costumamos ver isto, por exemplo, quando uma cidade luta para ficar na Região Metropolitana de Porto Alegre para receber alguns benefícios.

Terceiro momento da atividade: formamos regiões de acordo com o sexo e proximidade. Os integrantes das regiões deveriam, então, dar um nome a esta região. Um nome que expressasse critérios comum nos integrantes. Sempre se cercando com o barbante, representando a fronteira desta região.

Num misto de brincadeira com competição, deixamos os alunos formarem regiões com critérios secretos. Alguém formava as regiões e o grande grupo analisava e tentava adivinhar qual critério fora utilizado. Alguns alunos não se conformavam em ficar na sua região; não eram iguais aos outros, para estar lá. Destacamos um dos problemas em regionalizar: a homogeneização. A formação de uma região destacava algo que tinham em comum e não valorizava suas peculiaridades.

Na segunda metade da atividade, chegamos à regionalização da América. Agora cada aluno seria um país.  Receberam crachás com o nome do país, um mapa com a sua localização (para que pudessem ver seus países limítrofes) e dados sócio-econômicos atuais (para que interpretassem como resultado do tipo de colonização que o país sofreu).

Cada um apresenta seu país, ressaltando o seu idioma e país(es) colonizador(es) e qual tipo de colonização sofreu: exploração ou povoamento. Exemplo: "Meu país é o Brasil, falamos português, fomos colonizados por Portugal, numa colônia de exploração". Em seguida pedimos que formassem regiões de acordo com a colonização que sofreram. Depois, fizemos o mesmo com cada critério sócio-econômico que fornecemos dos seus países. Delimitamos a abrangência dos critérios, para não houvesse grandes disparidades dentro de uma mesma região, analisando determinado critério: PIB, por exemplo.

Estados Unidos e Canadá (representados por dois alunos) normalmente eram separados dos outros países devido às suas características resultantes das suas colonizações. Refletimos sobre isto. Compreenderam, e não decoraram, por que EUA e Canadá formavam a América Anglo-saxônica.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Atividade O Banho de Papel

Figuras extraídas do livro Ensino de Geografia
Práticas e textualizações do cotidiano,
CASTROGIOVANNI, A.C.
Baseada na atividade O Banho de Papel, apresentada no livro Ensino de Geografia: Práticas e textualizações do cotidiano, Porto Alegre, 2009, a oficina pedagógica foi aplicada pelos bolsistas do PIBID Geografia UFRGS para as 5ª e 6ª séries da Escola Padre Balduíno Rambo.

A atividade consiste em hemisferizar o corpo dos alunos, relacionando-o com os hemisférios do planeta, com auxílio de corpos desenhados em papel pardo, barbante e globos. Desenvolve-se noções de que: relações e coordenação espaciais são construídas inicialmente através da tomada de consciência do corpo (objeto referencial) pelo indivíduo (sujeito). É a construção do mapa corporal.

O conhecimento do espaço/corpo faz-se, na criança, por duas vias diferentes: a ação direta, ligada a manipulação e ao movimento dos objetos e a ação indireta, através da palavra, relativa à denominação dos objetos e dos lugares. A lateralidade consiste na representação dos hemisférios corporais e a sua consequente projeção (é a construção das noções de direita, esquerda, frente, atrás, através do deslocamento mental direto e reversível).

terça-feira, 10 de abril de 2012

Atividade Global(iz)ação

Baseado no texto Globalização - um novo caminho para regionalização? O mundo nunca foi um só... ou foi? (CASTROGIOVANNI A.C; Ensino da Geografia: Caminhos e Encantos, 2007) aplicamos uma atividade sobre Globalização, ou melhor, "Global(iz)ação"!

Alunos pintando seus planisférios sobre o mapa mundi.
Complementando o conteúdo que os alunos já estão trabalhando com seu professor de Geografia na escola Padre Balduíno Rambo, procuramos facilitar a compreensão do conceito e do processo de Globalização e desenvolver a criticidade sobre o tema.

O primeiro momento da atividade foi baseado na interpretação da música Disneylândia - Titãs, em que os alunos localizaram e pintaram os países que apareceram na música. Após isto, conectaram os países nos seus planisférios, na ordem em que aparecem na música.
Com o auxílio dos alunos, fizemos o mesmo sobre o grande mapa-múndi exposto no quadro; com barbante e fita adesiva produzimos uma grande rede, que une os países de todo o globo, representando a relação entre eles, comunicação, fluxos, etc. (foto).





Após a produção do material, analisamos e discutimos a rede formada sobre o mapa, a conexão entre países e suas relações. O que causou a globalização? O que tem de bom e de ruim nela? E assim finalizamos a atividade, refletindo sobre esta tal "ação no globo", como um aluno contribuiu, e sintetizando o conhecimento construído ao longo da atividade.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Atividade Escala dos Balões

Uma atividade sobre Escala através de desenhos em balões foi uma forma eficiente, criativa e divertida que os bolsistas do PIBID Geografia UFRGS encontraram para se trabalhar a matéria.

A partir das dificuldades que os alunos tiveram, constatadas no resultado da prova recém aplicada pelo professor supervisor do PIBID na escola, pensou-se em desenvolver esta atividade. Talvez assim, trabalhando com balões e desenhos feito pelos próprios alunos, a compreensão fosse mais fácil.

Com os materiais fornecidos pelo programa, balões, canetas e réguas, os alunos começaram a trabalhar sem que ao menos soubessem do que se tratava. Desenharam seus colegas nos balões (foto) e, entre risadas e comentários sobre as "obras de arte", mediram uma parte do rosto: a boca, ou o olho, etc.

Na segunda parte da atividade, estouraram os balões, de maneira com que os rostos ficassem preservados, em tamanho menor. Mediram, então, a mesma parte do desenho, no mesmo sentido, obtendo neste momento sua medida reduzida. O desafio, agora, seria descobrir o quanto aquela parte havia sido reduzida, aplicando a fórmula. Pura Matemática.

Finalizamos a atividade com reflexões sobre o que construímos nesta atividade, por exemplo: - Qual desenho ficou mais detalhado, o grande ou o reduzido? - Qual a importância de estudarmos a escala?
Unimos a brincadeira e a aprendizagem, a Geografia, a Arte e a Matemática.